domingo, 9 de dezembro de 2012

O ÓDIO GLOBAL


O "ódio global", entenda-se aqui o ódio de quase toda a grande mídia, Globo, Estadão, Folha de São Paulo, revista Veja, etc..
O "ódio global" fez-se presente desde o início dos anos 50, quando optaram por defender os pensamentos das elites, da direita, combatendo o governo do grande estadista Getúlio Dornelles Vargas, culminando com o seu suicídio.
Após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, escolheram apoiar os que não desejavam a posse do vice-presidente João Goulart que só assumiu o poder pela instauração da "Legalidade" pelo governador do Rio Grande do Sul na época, Leonel de Moura Brizola, que exigiu o cumprimento da Constituição.
O "ódio global" apoiou o "golpe das elites" de 1964 e continuou colaborando com os ditadores durante todos os "anos de chumbo", não divulgando corretamente as prisões, torturas e assassinatos do regime.
Depois de tentar não transmitir o "comício das diretas" o "ódio global" "mancheteia" as notícias de maneira facciosa, que não corresponde com o conteúdo da matéria.
Em 1990 o "ódio global" foi buscar em Alagoas o falso "caçador de marajás" Fernando Collor de Mello para impedir a vitória do sempre combatido por eles Leonel de Moura Brizola.
Brizola estava praticamente garantido no segundo turno das eleições para enfrentar Collor mas era considerado um perigo, poderia derrotá-lo, e daí começaram a elevar as possibilidades de Lula, que foi realmente para o enfrentamento com o "caçador de marajás" e perdeu a eleição como era previsto pelas forças de direita, pela inexperiência.
Mas o "ódio global" não gostava de Collor, só o usava, tanto é que tentou trocá-lo por Afif Domingues como candidato, o que só não aconteceu pelo passado inconsequente de Afif na Câmara Federal, e o derrubou assim como o elegeu.
Em 1994 o "ódio global" apoiou Fernando Henrique Cardoso que, impulsionado pelo "Plano Real" criado no governo de Itamar Franco, venceu as eleições e se reelegeu em 1998 após as graves acusações de compras de votos para a reeleição que nunca foram devidamente apuradas, até pela interferência da "tropa de choque" do PSDB/DEM que impediram a instalação de CPI.
Mas em 1998, aquele que foi alimentado pelo "ódio global" em 1990 para derrotar Brizola, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi criado pelas elites em 1990 deu o troco e derrotou José Serra, depois de um 2º governo mal administrado por FHC.
Agora Lula, como na história, a criatura, é combatido pelo criador, o "ódio global", com todas as suas forças, diariamente, pelos colunistas e jornalistas dos grandes órgãos de comunicação e nós, os "sem mídia", que não recebemos nada por aquilo que publicamos na intenção de mobilizar a opinião publica, somos forçados a tentar equilibrar a situação.

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