terça-feira, 15 de novembro de 2011

LUPI É FARDO PESADO PARA DILMA

LUPI É FARDO PESADO PARA O PDT TAMBÉM.
 
O PDT de Getúlio Vargas, de Alberto Pasqualini, de João Goulart e de Leonel de Moura Brizola, desde os tempos em que era o antigo PTB, este enxovalhado desde que foi entregue pelo general Golbery para Ivete Vargas e é presidido por Roberto "corrupto" Jefferson, jamais passou por uma situação destas protagonizada por aquele que justamente deveria ter a função de defender a idoneidade do partido, o presidente licenciado e Ministro Carlos Lupi.
Sob o título "LUPI É FARDO PESADO PARA DILMA", em "O Globo" de hoje, no editorial, o jornal faz uma análise sobre a difícil situação em que Lupi deixou o Partido, ao não administrar com a competência exigida o Ministério do Trabalho, cujo apêgo ao cargo tem sido maléfico para o crescimento da legenda.
Diz no editorial que "pedetistas históricos se preocupam com danos à imagem da legenda".
O ex-governador Leonel Brizola foi um exemplo de honestidade, ao morrer tinha um um terço do patrimônio que possuia, e a "ditadura das elites" vasculhou a sua vida na tentativa de encontrar alguma coisa que o desabonasse sem conseguir nada, nem com a acusação de ser comunista o que era uma acusação estapafúrdia que caiu na teia das inverdades que desejaram a vida inteira, sempre, colocá-lo.
Mas não concordamos com a idéia de que a imagem do partido ficará prejudicada, pelos exemplos que temos acompanhado nas diversas situações vergonhosas que são provocadas por pessoas que fogem de suas responsabilidades.
O último exemplo concreto que podemos acompanhar é o das polícias civil e militar, cuja honestidade é tantas vezes colocada em "xeque", com o exemplo dado por aqueles que prenderam o chefe do tráfico da Rocinha, que recusaram um milhão de reais de suborno para soltá-lo.
Não se pode condenar uma corporação de milhares de pessoas pela desonestidade de alguns; não se pode condenar a Igreja como um todo pelos êrros de padres, bispos ou pastores; não se pode condenar a Justíça porque alguns Juízes ou Desembargadores são acusados de venderem sentenças; enfim não se pode condenar nenhum órgão representativo de um segmento social pela falta de vergonha de um ou de outro, pois se assim fosse provavelmente sobrariam muito poucos inocentes ou, talvez, nenhum, o que seria mais provável.
Carlos Lupi era uma "ajudante de ordens" de Brizola, não tinha o perfil adequado para levar um partido com a representatividade do PDT com a competência exigida, prova esta que o partido esta estagnado, sob um comando que usa de todos os artifícios para se manter, a exemplo de muitos outros que vivem sob uma ditadura disfarçada.
O PDT tem quadros para se reorganizar, ainda esta em tempo de voltar a ocupar o espaço que sempre teve no cenário político nacional.

sábado, 12 de novembro de 2011

CRISE DO CAPITALISMO, SEMPRE...

FMI alerta para nova recessão em países ricos

11/11/2011 15:06,  Por Redação, com Reuters - de Washington

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta sexta-feira que há um risco elevado de que as economias avançadas retornem à recessão, a não ser que as autoridades atuem com urgência para chegar a políticas que impulsionem o crescimento.
Crise
O FMI divulgou, nesta sexta-feira, uma nota para o G20 informando a lentidão econômica dos países avançados
Em nota preparada para a cúpula do G20 em Cannes, na França, mas divulgada apenas nesta sexta-feira, o FMI informou que a recuperação econômica nos países avançados continua em “marcha lenta”.
– A paralisia política e a incoerência contribuíram para exacerbar a incerteza, a perda de confiança e aumentou o estresse no mercado financeiro, informou o FMI.
O fundo argumentou que as economias avançadas precisam urgentemente implementar planos fiscais de médio prazo que tenham credibilidade e apresentar mais reformas para o setor financeiro. Nas principais economias emergentes, os governos devem permitir uma valorização cambial mais rápida.
Em particular, o FMI informou que há uma “incerteza considerável” sobre como será alcançada a sustentabilidade fiscal nos Estados Unidos, no Japão e em alguns países da zona do euro.
– Para reduzir essa incerteza essas economias precisam caminhar mais rapidamente para colocar em prática planos críveis de consolidação no médio prazo, que ajudem a preservar o espaço para um suporte fiscal de curto prazo para a recuperação, acrescentou o FMI.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DISSIDÊNCIA DE HISTÓRICOS DO PDT

O Partido Democrático Trabalhista, nascido dentro da ideologia de Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini, João Goulart, Leonel de Moura Brizola e de outros políticos ilustres de nosso País vive um momento ímpar, movido por uma crise jamais vista que atinge o Presidente licenciado do partido Carlos Lupi.
O último Presidente do PDT, Leonel de Moura Brizola, grande líder que presidiu o partido até seu falecimento, foi eleito e manteve-se na presidência pela sua luta em favor daqueles que realmente necessitavam do apoio público, respeitado, sem necessitar de "jogadas" para manter-se no poder, era um estadista com posições bem definidas, ninguém jamais pensaria em afastá-lo.
Políticos dissidentes do partido nos dia de hoje criaram o Movimento de Resistência Leonel Brizola, na tentativa de diferenciar o PDT das ações de Lupi.
No pensamento da dissidência, encabeçada pelos ex-deputados Vivaldo Barbosa, José Maurício e Fernando Bandeira, os quais protocolaram na CGU pedido de investigação sobre as denúncias envolvendo Carlos Lupi, acompanhados de Carlos Alberto Caó, deputado estadual Paulo Ramos, João Leonel Brizola, Maria Helena Santos, Vinícius Ornelas, Hélio Pinho e outros.
Diz o ex-deputado Vivaldo Barbosa "o ministro Carlos Lupi não age dentro dos princípios do brizolismo e do trabalhismo. O Ministro Hage nos disse que tem muita sensibilidade e compreensão pelo nosso apelo".
O PDT tem história e tradição e Lupi é acusado de ter-se apegado ao cargo de Ministro acima dos interesses do partido, extinguindo diretórios e usando comissões provisórias para manipular os dirigentes regionais.
"Queremos delimitar responsabilidades e fronteiras comportamentais. Essas bravatas do Lupi são próprias dele, para esconder suas fragilidades e debilidades. A nível nacional o PDT é um partido cartorial, manietado por ele para não ser fiscalizado. Nós, da base, vamos lutar para que o partido se democratize. Sob a direção de Lupi foi totalmente esfacelado", disse o ex-deputado federal por cinco mandatos José Maurício.
O PDT hoje é um partido caudatário do PT apenas pelo apêgo de Carlos Lupi ao cargo, apesar de estar apoiando a Presidente Dilma pelos ideais que os unem mas que não pode deixar de crescer em troca de um Ministério.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

DEMOCRACIA - FHC E LULA

A democracia brasileira, FHC e Lula


A democracia brasileira, FHC e Lula

Coluna Econômica - 01/11/2011
A notícia da doença de Lula obriga a reflexões sobre a política brasileira. Passados 27 anos da redemocratização, qual o nível atual da democracia brasileira? Como teria sido a democracia, nesse período, sem figuras como Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva?
A notícia provocou euforia em comentaristas e uma virulência ímpar na Internet. Possivelmente o mesmo teria ocorrido se a doença fosse de FHC.
No fundo, o país ainda não conseguiu se livrar de uma herança de violência que remonta o Brasil Colônia.
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Seja por artes da colonização luso-ibérica, a questão é que países como Brasil, Venezuela, Colômbia ostentam uma tradição ímpar de violência e desrespeito aos direitos individuais.
É uma violência que não respeita nem classe social nem classe intelectual e que acabou sendo exacerbada pelas novas ferramentas de Internet e de redes sociais.
A maior parte dos homicídios ocorre em brigas de bar, por temas dos mais fúteis, de discussão de futebol a assuntos sobre mulheres.
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No plano popular, esse tipo de pensamento se manifesta na violência do dia-a-dia, no trânsito, no futebol. No plano político, na maneira como há os embates do dia-a-dia. Na grande mídia, no desrespeito absoluto à reputação de terceiros, submetidos a ataques sem direito à resposta.
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Seja quando o PT era oposição, ou agora – quando a oposição é o PSDB – a retórica política é a mesma: na impossibilidade de conquistar o poder pelo voto, apela-se para toda sorte de expedientes golpistas.
Foi assim logo após o plano Real, quando o discurso da estabilidade econômica era hegemônico, não abrindo espaço para nenhum discurso da oposição. E foi assim nos últimos anos, quando consolidou-se o modelo das novas políticas sociais incluindo milhões de pessoas no mercado.
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A partir do episódio Watergate, a política latino-americana passou por um estágio golpista, onde o papel da mídia e das denúncias tornou-se essencial, independentemente da linha política do presidente de plantão. Foi assim com Carlos Andrés Peres, o Collor da Venezuela, e com o próprio Collor; quase foi assim com FHC, após a maxidesvalorização do real e com Lula, após o mensalão.
Cria-se uma barreira de denúncias, reais ou falsas, inéditas ou, de preferência, já levantadas em inquéritos (portanto, já apuradas) e monta-se a cortina diária de escândalos. Cria-se o movimento de opinião pública. Se o governante não tiver uma boa base política, dança.
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É aí que vêm à tona a imagem dos dois maiores líderes dos últimos vinte anos: FHC e Lula. Como teria sido a democracia brasileira se não estivessem à frente dos seus partidos. Se em lugar de FHC tivesse sido um José Serra, se em lugar de Lula, um radical qualquer, qual teria sido o destino da jovem democracia brasileira?
A violência continua latente, na política e na mídia, no futebol e nos salões mais sofisticados. Graças ao trabalho das últimas décadas, o Brasil tornou-se respeitado no mundo. Falta respeitar-se internamente.
Nessa longa transição rumo à democracia, ainda haverá o devido reconhecimento ao papel de FHC e Lula.
Blog: www.luisnassif.com.br
E-mail: luisnassif@advivo.com.br

O BRASIL QUE ODEIA

Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada

Câncer do Lula.
O Brasil que odeia

    Publicado em 01/11/2011


O Conversa Afiada reproduz excelente artigo de Maria Inês Nassif, a partir do Blogger:

O JORNALISMO-URUBÚ E A DOENÇA DE LULA


Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo

Maria Inês Nassif

A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.


A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.


Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.


A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.


A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.


A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.


A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.


No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.


(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo