sábado, 24 de dezembro de 2016

PT E PSDB !!!

DIFERENÇAS DE TRATAMENTO !

As nossas críticas à lava-jato nunca tiveram como prioridade defender quem quer que seja, mas exigir um tratamento igual para todos.
Após 3 anos nenhum político do PSDB foi citado nos oito processos sobre o esquema do cartel dos trens em São Paulo e ninguém foi preso.
A investigação iniciou-se a três anos e o Ministério Público denunciou mais de 30 pessoas entre empresários, lobistas e ex-funcionários das estatais paulistas que tratam do transporte sobre trilhos em oito processos.
Diz o promotor "hoje, cartel e lavagem de dinheiro são crimes que ainda compensam no Brasil pela falta de rigor nas punições".
Concordamos em parte com esta afirmativa mas não é assim que pensam os petistas que estão denunciados e presos, a falta de punção se deve a juízes como Sérgio Moro que protegem políticos do PSDB, PP, DEM e qualquer um que seja ideologicamente de direita.
Já fui chamado de "petista" e indiretamente como "petralha" mesmo sem sê-lo, mas teria muita vergonha de ser chamado de "direita", colocado junto a falsos como Aécio Neves, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, Magno Malta, Geraldo Alckmin, Kassab, Roberto Freire, Rodrigo Maia, José Serra e Michel Temer.
Já escrevi que nosso "CONGRESSO É O MAIS CARO E CORRUPTO DO MUNDO" e, por incrível que pareça, só recebi curtidas e elogios, jamais uma contestação.
FELIZ NATAL.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ESTADOS UNIDOS E UNIÃO SOVIÉTICA !!!


AS GUERRAS ESTIMULADAS QUE ABALAM AO MUNDO !
Desde que começamos a ouvir sobre as disputas entre Estados Unidos e União Soviética entendíamos que era importante nenhum ser muito mais forte do que o outro para a segurança mundial.
E a história nos fez compreender que estávamos certos, nenhum dos dois nunca foi "santo", muito pelo contrário.
A União Soviética acabou junto com o Muro de Berlim e o comunismo transformou-se no socialismo democrático com raríssimas exceções.
A "guerra fria" acabou mas os Estados Unidos e a Rússia continuam na luta por dominar espaços e até parece que criam conflitos para venderem suas armas e munições e o que vem acontecendo comprova o que estamos escrevendo.
Um vende armas e munições para a Turquia, outro para Israel, e os países muçulmanos são abastecidos por um ou por outro.
Se sabe que se a indústria de armamentos sofrer uma queda de mercado tanto EUA como Rússia sofrerão uma crise de desemprego monumental e a munição que fabricam tem prazo de validade, se não houverem conflitos militares terão graves prejuízos.
Ficam os dois vendendo armas para os outros brigarem enquanto eles ficam resolvendo seus problemas econômicos criando empregos.
Radicalismo nenhum presta e os dois agem de maneira que não merecem a confiança mundial, tentam levar os países ao colonialismo com suas políticas de domínio que causou graves prejuízos ao Brasil com o domínio americano em nossa economia.
E este governo volta a entregar-se ao domínio do capitalismo americano com as atitudes de Temer depois das aberturas de mercado alcançados através do comércio com países da África e Ásia, com a criação do acordo com a criação do BRICS que esta sofrendo o boicote dos americanos com a omissão do Ministério das Relações Exteriores sob o comando de José Serra.

domingo, 18 de dezembro de 2016

ORAÇÃO DE FIM DE ANO !!!

Lamentando as perdas que sofremos !

Senhor! Este foi um ano muito complicado. O Senhor levou meu ator favorito Domingos Montagner, meu poeta favorito Ferreira Gullar, meu  cantor favorito David Bowie e agora meu Cardeal favorito Dom Evaristo Arns. Sei que só faltam treze dias para o final do ano, gostaria que soubesse que meu presidente favorito é Michel Temer e o senador favorito é o Renan. Não estou querendo  fazer pressão, não Senhor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A FALÊNCIA DO STF !!!

"Se alguém ainda duvidava de que se tratava de uma quadrilha, as delações dos executivos da Odebrecht acabam de desvelar qualquer dúvida."

A República estilhaçada e a falência do STF, por Aldo Fornazieri

Imagem - Divulgação
A República estilhaçada e a falência do STF
por Aldo Fornazieri
Uma república se sustenta sobre a funcionalidade do tripé dos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - conforme o estabelecido na Constituição. Nas últimas semanas, a república brasileira veio abaixo com o desmoronamento do último poder que ainda mal subsistia: o Judiciário. Fruto de um golpe, o Executivo, sem legitimidade não podia ser considerado um poder republicano desde a posse de Temer. Além da ilegitimidade originária, esse governo era e é inaceitável pelo seu caráter criminal. Se alguém ainda duvidava de que se tratava de uma quadrilha, as delações dos executivos da Odebrecht acabam de desvelar qualquer dúvida. A principal missão desse governo é a de investir com violência contra os direitos sociais e contra o espírito e a letra da Constituição de 1988.
O Congresso, na sua dupla composição - Câmara e Senado - foi o principal fautor do golpe. Por serem casas comandadas por pessoas acusadas de cometer vários crimes, sendo que um de seus dirigentes, Eduardo Cunha, está preso e com denúncias graves pesando sobre os ombros de vários membros, o Congresso não tem respeito e legitimidade junto à sociedade. As delações recentes mostram que a soberania da representação popular foi vendida, privatizada, vilipendiada, conspurcada, ao sabor dos interesses privados de empreiteiras e de outros grupos que compram leis, favores e benefícios. Não há como considerar que esse Congresso seja uma instituição republicana, pois ele é a face perversa da destruição da res publica.
Por fim, ruiu o Judiciário na sua figura maior, o Supremo Tribunal Federal. Esta casa não tem uma história honrosa da qual possa se orgulhar. Deu cobertura ao golpe militar de 1964, validou medidas inconstitucionais do governo Collor e se acovardou perante a falta de amparo constitucional ao impeachment da presidente Dilma. Ademais, o poder judiciário, pela sua incompetência, pela sua morosidade e por aplicar uma Justiça enviesada contra os pobres, contra os negros e contras as mulheres é portador de um enorme déficit de republicanismo.
A desmoralização do STF
No caso Renan Calheiros, o STF foi desmoralizado e se desmoralizou. Demonstrou que não é um tribunal capaz de exercer o controle constitucional e que está a serviço dos interesses de um governo falido, que não governa o país. Lula tinha toda a  razão quando afirmou que estamos diante de um "Supremo acovardado". Aceitou todo tipo de pressão política e terminou promovendo a mais esdrúxula das decisões já promovidas pelo STF. Ora, se o Tribunal pôde tirar Cunha da presidência da Câmara podia tirar também Renan da presidência do Senado. E se Renan pode ser presidente do Senado não há nenhuma justificativa razoável e lógica para que não possa ficar na linha de sucessão da presidência da República. Presidência da República e presidência do Senado (e do Congresso) são poderes equivalentes e equipotentes nos termos da doutrina republicana, embora com funções diferentes. Se Renan não pode ficar na linha de sucessão da presidência da República não pode ser também presidente do Senado.
Confrontado pela rebelião de Renan, o STF se recolheu desmoralizado. O STF não está agindo como colegiado. São nove homens, duas mulheres e nenhum destino, nenhuma dignidade, nenhum espírito de Corte Constitucional, nenhuma sobriedade, nenhuma cautela, nenhuma prudência. Os juízes, Gilmar Mendes à frente, são juízes apenas pelo poder formal que lhes é conferido, mas não são juízes nas suas condutas e nos seus conteúdos. Na prática, como juízes, são porta-vozes de interesses políticos, e como militantes políticos, julgam extrapolando o amparo da Constituição.
Os juízes de um tribunal, que é o guardião da Constituição democrática e republicana de um país, precisam ter condutas e decisões cuidadosas e cautelosas. Os juízes e o colegiado devem, por terem o poder de decisões finais e irrecorríveis, conduzir-se pelo recato, pelas auto-restrições, pelo autocontrole, pelo comedimento, tanto nas suas relações pessoais quanto no exercício de suas funções. Mas não é isto o que se vê. Dominados pela vaidade e pela frivolidade perigosa de suas incontinências verbais, são agentes da desmoralização do próprio STF. Os juízes devem saber que não são deuses e que não estão acima do debate e do escrutínio da opinião pública. Deveriam saber que não podem negociar decisões judiciais com Temer, com senadores ou com quem quer que seja.
Qual a saída?
A pesquisa do Datafolha, publicada no final de semana, é devastadora para o governo Temer. Os seus dias devem ser abreviados pela renúncia. Se não renunciar deve ser derrubado pelas mobilizações de rua. A única saída que esta crise comporta são as eleições gerais antecipadas. Nenhum governo que emergir desse processo que tem o golpe como elemento gerador terá legitimidade e capacidade para tirar o país da crise. Nenhum governo que não nascer da soberania do voto popular tem a legitimidade para pedir sacrifícios a quem quer que seja.  Não se pode reduzir direitos, definir tetos, agredir o pacto social da Constituição de 1988. Os democratas e progressistas tem o dever e a responsabilidade de levar bandeira das eleições gerais para as ruas imediatamente. É incompreensível que o PT e as esquerdas não tenham desfraldado esta bandeira desde o afastamento de Dilma.
O PT e as esquerdas precisam dizer claramente qual a saída que defendem em face da derrocada das instituições republicanas. Partes das bancadas do PT não podem continuar se comportando como a quinta coluna do governo golpista, como se comportaram na eleição de Rodrigo Maia, no episódio de Renan Calheiros e na falta de combate à PEC do teto. 
O fato é que setores do PT e parte da intelectualidade progressista estão com uma estratégia equivocada. Após a consolidação do golpe "branquearam" a luta contra o governo e transformaram o judiciário e a Lava Jato em inimigos principais, num jogo conveniente não só para o governo Temer, mas até mesmo para o PSDB. O poder judiciário e a Lava Jato precisa ser criticados e contidos nos seus excessos, mas não são um poder disputável. Somente o poder político é um poder disputável pelas forças políticas e sociais.
O colapso do Executivo, do Legislativo e do Judiciário produziu uma agenda democrática e progressista unificadora: eleições gerais já; não à PEC do Teto e não à reforma da previdência. Não que o ajuste fiscal e a reforma previdenciária não sejam necessários. Mas não estes que estão aí, que jogam o peso da crise nos ombros dos mais pobres. As reformas que estão aí são impositivas e antidemocráticas. Não há o que negociar. As estruturas de mediação democráticas e republicanas foram rompidas. Elas só podem ser reconstituídas pelo processo social, pela mobilização popular nas ruas e pelas urnas.


Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

EPÍLOGO DE UMA ESTRATÉGIA !!!


E o PMDB imaginou que iria escapar ?

Capa do jornal "O Globo" de hoje :
CONFISSÕES DA ODEBRECHT
Delatores citam Temer, Renan, Maia (Rodrigo), Padilha, Moreira, Alckmin, Serra... E mais : Jucá, Eunício, Palocci, Kátia Abreu, Geddel, Agripino, Cunha, Jaques Wagner, Marco Maia, Ciro Nogueira, Gim Argelo.
A maioria do PMDB mas para dar um "tempero especial" de imparcialidade, alguns do PSDB e DEM.
Surge neste momento em que Michel Temer já agoniza o motivo real do golpe que atingiu a ex-presidente Dilma Roussef, a luta da mídia, justiça e criminosos pela volta do PSDB que entregou o Brasil quebrado à Lula em 2003, ao poder.
Vão lutar por uma eleição indireta, em que o pior Congresso que o País já teve elegerá certamente FHC, Serra ou Alckmin.
Mas os brasileiros precisam lutar por um plebiscito em que a população diga o que deseja, eleições diretas para Presidente porque este Congresso já deu mostras que não representa mais os eleitores, ao negar o resultado das eleições de 2014.