segunda-feira, 4 de abril de 2011

RELATÓRIO DA POLICIA FEDERAL SOBRE O MENSALÃO

Os destaques do relatório da Polícia Federal, relatados em "O Globo" de hoje:
"MENSALÃO : Relatório da Polícia Federal afirma que dinheiro público foi usado para abastecer o valerioduto, esquema coordenado por Marcos Valério para pagar propinas a parlamentares da base do governo. A principal fonte seria o Fundo Visanet, que era utilizado pelo Banco do Brasil para pagar despesas de publicidade.
FREUD GODOY : O ex-segurança pessoal de Lula confirmou em depoimento à PF que recebeu R$ 98 mil da SMP&B em janeiro de 2003 como pagamento de parte da dívida de R$ 115 mil que o PT teria com ele por ter trabalhado na campanha do ex-presidente em 2002.
FERNANDO PIMENTEL : PF relata que Rodrigo Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte em 2004, teria recebido R$ 247 mil naquele ano da SMP&B. O tesoureiro se negou a dae explicações à PF. Fernando Pimentel sustentou que suas contas de campanha foram aprovadas pelo TRE.
ROMERO JUCÁ : Segundo a PF, dinheiro do Fundo Visanet teria sido repassado à empresa DNA, de Marcos Valério, e de lá para a Alfândega Participações, de propriedade de Álvaro Jucá, irmão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado. Foram R$ 630 mil, e a PF não ficou satisfeita com explicações dadas pela empresa para comprovar aplicação dos recursos. O Senador diz que não tem envolvimento com o caso.
VICENTINHO : O produtor Nélio José Batista Costa recebeu R$ 17 mil de firma de Valério para trabalhar na campanha do deputado federal Vicentinho (PT-SP) à prefeitura de São Bernardo em 2004."
Se o chamado "mensalão" teria sido criado para "comprar" deputados e senadores, para que votassem de acordo com o governo, porque este relatório cita estes, porque foram pagos valores para favorecidos que não eram nem deputados nem senadores? Por isto, para nós foi Caixa 2, simplesmente.

1 - Acrescentamos a esta matéria do Globo o recebimento de R$ 1 milhão pela Coteminas que não teria sido contabilizado pelo PT, valor que estaria contabilizado na conta da emprêsa conforme informação prestada pelo saudoso ex-Presidente da República José Alencar, portanto, responsabilidade do PT, se uma emprêsa dá um recibo de recebimento e junta este e o recibo do depósito com os documentos de movimentação financeira mas quem pagou joga no lixo o recibo da emprêsa, não é esta que tem que justificar. E
2 - O caso de Minas Gerais, do candidato a governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de envolvimento com Marcos Valério, não se poderia jamais caracterizar como "mensalão", já que perdeu a eleição e não teria que pagar ninguém para aprovar projetos e
3 - O caso de Arruda (DEM-DF), em que o governador aparece recebendo valores supostamente repassados por empresas que prestavam servíço ao governo do Distrito Federal também não se poderia dizer que era "mensalão". Arruda teria que receber pagamento para votar o que? O Governador?
Mas então porque estas questões foram apelidadas de "mensalão" pela oposição e pela mídia, atendendo aos interesses de Roberto Jefferson, que declarou ter repassado o valor que recebeu para seus companheiros de PTB, em uma atitude mais do que suspeita?
Simplesmente para justificar o apelido que deram ao CAIXA 2 do PT, que na realidade, como tenho afirmado, foi o que aconteceu.
"MENSALÃO" não existiu, foi CAIXA 2".
É preciso que se diga que não estou dizendo aqui que CAIXA 2 não é crime, que não estou defendendo quem quer que seja, PSDB, DEM ou PT, que sejam absolvidos ou condenados, que a JUSTÍÇA seja feita

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